Testemunhas faltam e audiência sobre demissão do médico Soave é adiada

Não aconteceu nesta quarta-feira (24/2), como estava prevista, a audiência na Justiça do Trabalho, em Jaú, da ação movida pelo médico José Carlos Soave contra a Prefeitura de Bocaina. O profissional ingressou na Justiça Trabalhista por não concordar com a forma como foi demitido do cargo de médico pediatra do Posto de Saúde da cidade, em fevereiro de 2009. "Sou concursado e tenho estabilidade e fui sumariamente demitido. Vejo essa atitude como uma perseguição política", disse Soave.

A audiência não aconteceu porque não compareceram as duas testemunhas indicadas pelo próprio Soave, uma delas funcionária da Prefeitura e outra que trabalha na Santa Casa de Bocaina. Agora foi marcada nova audiência para o dia 27 de abril e aí as testemunhas terão que comparecer porque serão intimadas pela Justiça do Trabalho.

O médico Soave foi candidato a prefeito nas eleições de 2008, obtendo 3.117 votos, concorrendo contra o prefeito João Francisco Bertoncello Danieleto, que acabou sendo reeleito com 3.358 votos, uma diferença de 241 votos ou pouco mais de 3%.

Como concursado e com estabilidade, Soave sustenta que não poderia ter sido demitido da forma como ocorreu, sem um processo administrativo. "Simplesmente quando voltei das férias, em fevereiro, disseram que eu estava demitido. Por isso recorri à Justiça do Trabalho para que seja feito dessa forma o processo administrativo que não houve na Prefeitura de Bocaina", explicou.

Soave lembra que todos os anos tirava as suas férias no mês de janeiro, por ser o mês de coincidência com as férias escolares. "As minhas férias já estavam marcadas para janeiro e queriam que eu mudasse o período, alegando que o outro médico havia se acidentado. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, porque o colega é clínico geral e eu sou pediatra. De qualquer maneira, o posto fica sem o pediatra no mês que tiro férias. Não aceitei mudar a data e saí de férias em janeiro. Quando voltei, me demitiram", contou.

Com a ação na Justiça do Trabalho, o médico José Carlos Soave está confiante que a situação será revertida. Ele acredita que será determinada a sua reintegração no serviço público municipal de Bocaina.

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