23/06/2007 - A fogueira de São João deste ano, abrindo as festividades do
padroeiro São João Batista, teve o maior número de pessoas dos
últimos 10
anos a atravessarem o braseiro à meia-noite. Desde que
Antonio Guica de Souza Junior passou a coordenar a fogueira não
passavam 12 pessoas na mesma noite. Foram nove homens e três
mulheres, de Bocaina, Jaú, Itapuí, Bauru e distrito de Potunduva.
Muitos deles queimaram os pés e confirmaram as lesões. Uma das
que mais sentiu as queimaduras foi a
repórter Mônica Nubiato, de
Jaú. "Estou com a sensação de promessa cumprida, mas queimei os pés.
Não tenho as solas dos pés preparadas para passar numa temperatura
como essa. Já sabia que isso ia acontecer, mas cumpri a minha
promessa", disse ela, que ficou sentada em uma cadeira e na manhã de
domingo já procurou atendimento no pronto-socorro da Santa Casa de
Jaú.
O padre Toninho fez a bênção da fogueira perto da meia-noite. Ele
diz que a passagem sobre o
braseiro é uma manifestação de fé. "O
nosso povo manifesta o seu amor o seu carinho a Deus, contando com a
proteção de São João e não está preso a qualquer explicação
científica", falou o pároco.
José Luiz Cacciola, de 49 anos, bocainense, passou pelo 10º ano
na fogueira. Mais uma vez
garantiu que não queimou os pés. Já Leotilde Lopes Machado Nacbar, de Jaú, demonstrou ter se queimado.
Foi a primeira vez que passou em Bocaina, mas disse que já havia
passado antes em fogueira no Paraná. "Não pode ter cinza. Do jeito
que está aí a gente queima um pouco sim", disse.
Um casal de Jaú também passou na fogueira. Pedro Sebastião
Aparecido Gomes, de 48 anos, e sua esposa, Vera
Aparecida Domingues
Gomes, passaram e garantem não ter se queimado.
O recordista de passagens na fogueira em Bocaina é Américo Bonfin
Silva da Cruz, o popular "Pinha". Ele diz que já passou 17 vezes,
inclusive uma em São Paulo, representando Bocaina numa feira no
Parque da Água Branca. Como nos anos anteriores, garantiu que também
agora não queimou os pés.
O jovem Denílson Carreiro, de Itapuí, disse ter sido esta a
primeira vez na vida que passou numa fogueira e que não queimou os
pés. "No ano passado estive aqui, mas faltou coragem, talvez tenha
faltado fé. Não queimou e nunca vai queimar nada para quem tem fé em
Deus. O que te queima é o vizinho, seu amigo, Deus jamais te
queimará", testemunhou.
Também passaram na fogueira, Sérgio Rosseto, de Bauru, Raul
Boscarini, do distrito de Potunduva, Renato Mendes, de Jaú, Eliezer
da Fonseca e Paulo César de Camargo, de Bocaina.
Guica de Souza disse que este foi o último ano que coordenou a
fogueira e que encerrou com chave de ouro. "Passo o encargo para
outro a partir do ano que vem. Como foi o meu último ano, após 10
anos, gostaria
que passassem 10 pessoas. Foi mais do que isso,
passaram 12", falou.
Como era previsto, a noite da fogueira recebeu um grande público.
Falava-se no local em 10 mil pessoas. Muitos vieram de Jaú, Boa
Esperança, Trabiju, Itapuí, Bariri, Dois Córregos e outras cidades
da região.
Depois da passagem da fogueira, muita gente permaneceu ainda na
praça e no bar da festa, por ser a madrugada de um domingo. O
público jovem ou boa parte dele, foi para o Nosso Clube, onde
aconteceu o Baile da Fogueira com a Banda Fly By Night