Quando atendiam a um acidente que havia acontecido no final da
madrugada deste sábado, na
rodovia
Barra Bonita-Igaraçu do Tietê (SP 255), no quilômetro 176, dois
policiais rodoviários da Base Operacional de Jaú morreram, bem como
o motorista de uma carreta, em outro acidente no mesmo local. O
segundo acidente aconteceu por volta de 9h e envolveu um caminhão
canavieiro vazio, com dois reboques, e uma
carreta
de Joinville-SC, como também foi atingida a viatura dos policiais
rodoviários.
Morreram no local o cabo Alberto Borges
Ribeiro, de 48 anos, e o soldado Rodrigo Ferreira, de 37 anos, bem
como o motorista da carreta de Joinville, Nelson Ferreira de
Carvalho, de 53 anos, morador em São Bernardo do Campo, no ABC
paulista.
Este último foi degolado e teve o corpo todo dilacerado. O seu
caminhão teve a parte superior toda arrancada.
Conforme a própria Polícia Rodoviária, os
policiais Borges e Ferreira sinalizavam o trecho, conhecido como
"curva do fedor", próximo da Usina da Barra, onde um caminhão de
Dois Córregos havia caído numa
valeta.
De repente, um caminhão canavieiro, o "Romeu e Julieta", carreta com
placa CZC 8996-Torrinha, perdeu o controle na curva. A carreta fez
o chamado "L", atravessando toda a largura da rodovia e atingido em
cheio a carreta de Joinvile que vinha em sentido contrário, ou seja,
no sentido Barra-Jaú.
Os dois policiais rodoviários, que estavam
no acostamento, próximos da viatura, foram atingidos violentamente
pela segundo reboque do caminhão canavieiro. O corpo do soldado
Ferreira ficou preso no para-
choque
traseiro e foi arrastado por cerca de 150 metros.
O motorista do caminhão canavieiro, que
teria dado causa a tragédia, foi encaminhado à Delegacia de Barra
Bonita e preso acusado de homicídio culposo. O seu nome não foi
revelado pela polícia.
Os dois policiais rodoviários mortos
trabalhavam na Base de Jaú mas
residiam
em Bauru. O cabo Borges estava há mais de 30 anos na corporação e
muitos anos em Jaú e prestes a se aposentar. O soldado Ferreira
estava há oito anos na Polícia Rodoviária e há alguns meses em Jaú.
Ele veio da Base de Botucatu. Os dois eram casados e tinham filhos.
Na Base da Polícia Rodoviária, uma placa
anunciava: "Estamos há
27
dias sem acidente de trânsito com vítima fatal". O capitão Wanderley
de Andrade Junior, comandante da 1ª Cia. de Polícia Rodoviária, a
qual está subordinada a Base de Jaú, disse: "Nós estamos na rodovia
e expostos por um período muito maior do que os usuários.
Trabalhamos 12 horas na pista. Temos essa consciência que saímos de
casa para trabalhar e não sabemos se retornamos para a nossa
família. Infelizmente, às vezes, a fatalidade é sentida na própria
pele".