A história da cidade também está nos bancos da praça

A história de um povo pode ser contada de muitas formas. Algumas até inimagináveis. Essa história pode estar, por exemplo, num simples banco de jardim, onde você já se sentou muitas vezes, namorou nele, passou todo dia em frente, mas nem notou.

Nos bancos da praça da Igreja Matriz de São João Batista, em Bocaina, está também um pouco da história da cidade. Os bancos de granito foram doados num passado distante por empresas e instituições da cidade. Muitas delas já nem existem mais. Ali estão gravados, nos encostos desses bancos, os nomes dessas empresas e de pessoas que fizeram o nome dessas empresas. Os bancos estão contando a história da cidade.

Você sabia, por exemplo, que os Irmãos Armentano, que tinham seu grande armazém de secos e molhados numa das esquinas do jardim, tiveram ali também um depósito dos produtos Antarctica? Está lá no banco da praça.

Sabia que Braz Megale tinha em Bocaina um armazém de secos e molhados, um posto de combustíveis e uma beneficiadora de algodão?

Que o Dr. Quinzinho, além de ter sido fazendeiro em Bocaina, foi deputado e doou o banco que leva o nome do Nosso Clube?

O Cartório de Paz, ou Cartório de Registro Civil, tinha como escrivão o senhor Heráclito Lacerda, um dos mais rápidos datilógrafos que já conheci, enquanto que a sua esposa, Lila Ambrósio Lacerda, era a oficial maior do mesmo cartório, onde os bocainenses foram registrados e se casaram.

Essa história está aqui contada, com mais detalhes, em 26 fotos feitas pelo fotografo  Antonio L Teixeira, mostrando os bancos da praça. O objetivo é que essa memória da história de Bocaina seja preservada. Que nunca, em situação alguma, algum mandatário deixe tirar esses bancos da nossa praça.

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