Encontro da família Souza homenageia Antonio Guica

11/09/07 - Um encontro para homenagear os 60 anos de vida do popular bocainense  Antonio de Souza Jr, o Guica, reuniu na chácara do Alan, em Bocaina no último final de semana os dez filhos, genros, noras e netos do casal Antonio de Souza, o saudoso Toninho Coveiro, como era carinhosamente conhecido na cidade, e Maria Peres de Almeida, a dona Nena. O encontro em homenagem ao Guica foi o primeiro a reunir toda a família depois de décadas, já que a maior parte dos filhos e filhas de Toninho e dona Nena residem em diferentes cidades, como Jaú, Piracicaba, São Paulo e Barra Bonita.

A história da família começa em 15 de dezembro de 1942, com o casamento de Antonio de Souza e Maria Peres de Almeida. Toninho e Nena estiveram casados durante 54 anos, até 1996, quando o marido faleceu.

Toninho trabalhou durante a maior parte da vida como coveiro do cemitério municipal de Bocaina, daí o apelido que o acompanhou até o resto da vida. Mesmo em seus últimos anos de trabalho, já com a idade bem avançada, ele fazia questão de percorrer a pé o trajeto entre a sua casa e o cemitério, não perdendo um único dia sequer de trabalho. Hoje a avenida que conduz ao cemitério da cidade possui o seu nome. Homenagem mais do que justa a um homem honrado e que deixou saudades no coração de várias gerações de bocainenses.

Guica

Antonio Guica, o homenageado durante o encontro, é responsável atualmente pelos serviços de paisagismo realizado em praças públicas e no bosque municipal pela prefeitura de Bocaina. Os trabalhos de topiaria (jardins esculpidos) realizados por ele na praça Zeca Livino e no bosque municipal ganharam reconhecimento até mesmo fora de Bocaina, depois de despertarem o interesse de jornais e emissoras de televisão da região.

Muito antes disso, quando ainda adolescente, Guica foi aprendiz de sapateiro, depois abrindo sua própria sapataria, local que durante a década de 1970 acabaria se tornando um dos principais pontos de encontro dos jovens bocainenses. Na década anterior, a de 60, Guica começava a conquistar a sua popularidade junto aos bocainenses, através do futebol. Jogando pelo Flamenguinho e depois pelo Bocaina FC, tornou uma espécie de ídolo para os torcedores. Também teve uma passagem pelo XV de Jaú, onde era conhecido por Bahia.

No início da década de 70 criou em sua sapataria a "Saparia do Guica", local freqüentado por inúmeros "sapos" - jovens de várias idades que tinham na sapataria o seu principal ponto de encontro durante o dia. Aproveitando a popularidade da "saparia", que tinha até um livro de presenças, diariamente recheado de assinaturas dos freqüentadores, Guica resolveu organizar no Cine Jequitibá, às terças-feiras, um show de calouros, no modelo dos que estavam tão em moda na época nas emissoras de televisão. Além de pretendentes a cantores, o show contava com inúmeras brincadeiras e gincanas, evando sempre um grande público ao cinema da cidade.

No ano de 1988 Guica elegeu-se como o vereador mais votado à Câmara Municipal de Bocaina. Com uma campanha realizada de porta em porta e sem nenhum recurso financeiro, ele se reelegeu para mais um mandato.

Atualmente, além dos belos trabalhos de jardinagem que realiza como funcionário da prefeitura municipal, Guica apresenta aos domingos, na rádio Popular FM, o programa "Saudade Não tem Idade", que como o próprio nome indica, faz um mergulho nos grandes sucessos musicais do passado, sobretudo os do período da Jovem Guarda. Depois de algumas semanas no ar, o programa já havia se transformado num dos mais populares e ouvidos entre os moradores da cidade, garantindo uma expressiva audiência à emissora nas tardes de domingo.

A homenagem ao incansável batalhador Antonio Guica merecia mesmo um encontro festivo como o realizado no último final de semana pela família Souza. Encontro que foi abrilhantado pela música maravilhosa de Pedro Castilho e registrado em DVD, como lembrança eterna de uma demonstração maravilhosa de carinho oferecida por uma família a um de seus dignos e queridos representantes.

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